ARQUITECTOS SEM FRONTEIRAS PORTUGAL

A S F P

Arquitectos Sem Fronteiras Portugal (ASFP) tem como objectivo, reunir arquitectos e outros profissionais, que queiram dar assistência voluntária, no campo do planeamento e do projecto arquitectónico da edificação, do urbanismo, do ordenamento do território e do meio ambiente, a povoações de zonas deprimidas, por condições naturais ou económicas desfavorecidas.

Associação dos Arquitectos Sem Fronteiras - Portugal (ASF-P). Constituída como pessoa colectiva de direito privado, de tipo associativo, e sem fins lucrativos no dia 29 de Maio de 2000, com estatutos próprios publicados em Diário da República, III Serie , suplemento, Nº 200 , a 30 de Agosto de 2000.

Arquitectos Sem Fronteiras Portugal

 

APRESENTAÇÃO

(adaptado do resumo da intervenção dos ASF Portugal no seminário "Arquitectura: plataforma de cooperação e desenvolvimento", promovido pela Ordem dos Arquitectos, no passado dia 30 de Maio de 2003)

I.

Os Arquitectos Sem Fronteiras - Portugal (ASFP), surgiram em continuidade a uma rede internacional de Arquitectos Sem Fronteiras, criada há mais de 10 anos, através de um apelo feito pelos ASF Galiza para apoio para um projecto Social, na aldeia do Ermelo, Arcos de Valdevez, Portugal.

Deste contacto, conclui-se que Portugal deveria instituir uma associação congénere, de forma a poder dar resposta a este tipo de solicitações. Finalmente, em 2000, os ASF Portugal foram formalmente constituídos.

II. O que são os ASFP?

Os ASF Portugal definem-se como uma associação independente, sem fins lucrativos e de apoio voluntário, que visa colaborar com comunidades desfavorecidas por condições naturais ou económicas, cooperando com as mesmas na supressão da precariedade e no desenvolvimento das suas actividades, no âmbito específico da arquitectura e urbanismo.

O âmbito da arquitectura e da intervenção no habitat é também um campo de capacitação tecnológica, no entanto, na cooperação para o desenvolvimento essa capacitação tende a enquadrar-se em projectos sociais nos quais a componente territorial e construtiva não representa um fim em si mesmo.

A associação ASFP revê-se nos princípios da cooperação não governamental (ong e ongd) e, como tal, entende a cooperação para o desenvolvimento de forma global: não apenas no sentido norte/sul, mas cada vez mais na cooperação sul/sul, entre países desenvolvidos, bem como na transferência de práticas provenientes de países em vias de desenvolvimento ou em contextos de pobreza para o contexto urbano desenvolvido (por exemplo, no uso de materiais de baixo custo energético).

III. Qual o âmbito da acção dos ASFP?

A colaboração técnica na melhoria dos assentamentos humanos em contexto de pobreza pode apoiar iniciativas que vão da supressão da vulnerabilidade geográfica e redução de riscos (urbanismo preventivo, reconstrução no apoio ao reassentamento de populações deslocadas, ordenamento do território) à colaboração em programas de desenvolvimento social e luta contra a pobreza (autoconstrução assistida, tecnologias apropriadas, bancos e oficinas de materiais, etc.).

A cooperação não governamental internacional, também no domínio da arquitectura/urbanismo, tem tido uma vocação muito para além da assistência de emergência. Gradualmente as organizações têm investido na procura de soluções que minimizem a dependência da assistência e que superem a habitabilidade básica.

A actuação nacional dos ASFP constitui uma razão fundamental da existência da associação. Para além da acção no chamado quarto mundo, os ASFP encaram como acções possíveis o apoio a propostas alternativas às intervenções urbanísticas que prejudiquem a qualidade de vida dos habitantes, o meio ambiente ,etc

Quer na cooperação como na acção nacional, a associação pretende igualmente investir em acções de sensibilização junto do público português contribuindo para o crescimento da solidariedade e aproximação entre os povos.